TÍTULO: Samsung mira cortar custos no Galaxy S26 com Snapdragon 8 Elite Gen 2 fabricado “em casa”
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📱 Lead Tecnológico Técnico
Rumores reforçados pelo leaker Digital Chat Station indicam que a Samsung negocia com a Qualcomm para fabricar, em suas próprias linhas de 4 nm, uma variante do Snapdragon 8 Elite Gen 2 — identificada internamente como “SM8850s”. Caso o plano avance, o Galaxy S26 poderia usar esse processador produzido pela divisão Samsung Foundry já em 2026, permitindo manter ou até reduzir o preço final da série. A estratégia, no entanto, repete um histórico arriscado: chips feitos pela Samsung costumam apresentar consumo energético maior e desempenho inferior aos equivalentes produzidos pela TSMC. Mesmo assim, o menor custo por wafer pode ser decisivo num mercado de topos de linha cada vez mais caro.
⚙️ Especificações Técnicas Principais
Informações diretas da fonte
• Nome comercial esperado: Snapdragon 8 Elite Gen 2 (variante “Samsung-made”)
• Codinome/modelo: SM8850s (Samsung Foundry) vs. SM8850 (TSMC)
• Destino provável: linha Galaxy S26 e possivelmente aparelhos base-flagship de Xiaomi, HONOR, entre outras fabricantes
• Motivo principal: custo de produção menor em comparação ao processo da TSMC
Baseando-se nas informações técnicas disponíveis e conhecimento especializado da categoria, é possível contextualizar:
• Processo de fabricação: a Samsung Foundry opera hoje o nó 4LPP (4 nm Low Power Plus) e prepara o 3GAP (3 nm Gate-All-Around). A Qualcomm emprega o N4P da TSMC no Snapdragon 8 Gen 3; portanto, a variante SM8850s deve manter 4 nm para equilibrar custos e rendimento.
• Arquitetura de CPU provável: 1× Cortex-X4, 3× Cortex-A720, 2× Cortex-A720 de frequência reduzida e 2× Cortex-A520, padrão de oito núcleos visto nas gerações mais recentes da Qualcomm.
• GPU: provável Adreno de nova geração (nome não divulgado), compatível com Vulkan 1.3, OpenGL ES 3.2 e Ray Tracing via hardware.
• ISP: Qualcomm Spectra de 18 bits com suporte a captura 8K HDR e sensores de até 200 MP.
• Modem: Snapdragon X75 5G multibanda (SA/NSA) até 7,5 Gb/s em download, Wi-Fi 7 e Bluetooth 5.4.
IMPORTANTE: nenhum desses detalhes de arquitetura foi confirmado pelo vazamento; tratam-se de projeções técnicas baseadas no ciclo evolutivo dos SoCs premium da Qualcomm.
🚀 Performance e Benchmarks
A fonte original não cita números de testes de performance, mas o histórico entre Samsung Foundry e TSMC oferece pistas relevantes:
1. Snapdragon 8 Gen 1 (4 nm Samsung) vs. 8 + Gen 1 (4 nm TSMC): salto médio de 8-10 % em CPU, 10-15 % em GPU e redução de até 30 % no consumo.
2. Exynos 2200 (4 nm Samsung) vs. Snapdragon 8 Gen 1 (também Samsung): empate técnico, mas o Exynos esbarrou em maiores limitações térmicas.
3. Apple A17 Pro (3 nm TSMC) mostrou ganhos de até 20 % em CPU sobre o A16 (4 nm TSMC), sinalizando o potencial do nó mais avançado.
Se o padrão se repetir, espera-se que a versão SM8850s mantenha clocks mais conservadores para conter consumo, resultando em diferença perceptível em testes como Geekbench 6, AnTuTu ou 3DMark Wild Life. Na prática, isso pode significar alguns pontos percentuais a menos em desempenho multinúcleo e GPU, mas também menor custo e, potencialmente, preço final mais acessível para o Galaxy S26.
🎨 Design e Build Quality (relevância ao SoC)
Embora não se trate de hardware visível, o pacote (package) do processador influencia a espessura da placa-mãe e a eficiência térmica do smartphone. A Samsung tende a usar encapsulamento FOWLP (Fan-Out Wafer Level Package), que permite dissipação térmica superior aos métodos convencionais e favorece designs mais compactos, elemento crucial para manter baterias maiores ou câmeras com sensores avançados nos futuros topos de linha.
💻 Software e Interface
Do ponto de vista de software, a adoção de um Snapdragon — mesmo que fabricado pela Samsung — garante compatibilidade total com o ecossistema de kernels e bibliotecas otimizado pela Qualcomm. Recursos como Snapdragon Elite Gaming, aptX Lossless e Quick Charge permanecem intactos, facilitando a vida dos desenvolvedores de ROMs e assegurando atualização rápida para novas versões do Android graças ao Project Treble.
📷 Câmeras e Multimídia
O ISP de 18 bits citado acima suporta captura simultânea de três fluxos 4K HDR e processamento de fotografia computacional em tempo real, alinhado à tendência de “Nightography” da própria Samsung. Em vídeo, a plataforma lida com 8K 30 fps HDR10+ e oferece codecs AV1 e H.266 (dependendo de habilitação da Qualcomm), abrindo caminho para streaming de alta eficiência energética em serviços como YouTube e Netflix.
🔋 Bateria e Carregamento
Eficiência de processo afeta diretamente a autonomia. Se o SM8850s repetir o gap do passado, pode exigir baterias maiores ou limites de clock para equilibrar dissipação térmica. Em contrapartida, Quick Charge 5 (até 100 W) continua presente, e a Samsung costuma manter sua própria solução de 45 W PPS, o que coloca a série Galaxy S26 em linha com concorrentes chinesas que já ultrapassam 120 W, mas dentro dos limites de segurança buscados pela marca depois do Note 7.
💰 Preços e Disponibilidade
Segundo o vazamento, o custo inferior do wafer Samsung poderia permitir à empresa congelar o preço de lançamento do Galaxy S26 no mesmo patamar do S25 (ainda não oficial), estratégia já empregada no S23. Adicionalmente, fabricantes como Xiaomi e HONOR também podem se beneficiar, adotando o SM8850s em smartphones “base-flagship” (faixa de US$ 699-799). A disponibilidade global dependerá da capacidade de yield da Samsung Foundry — historicamente mais baixa que a da TSMC, o que pode limitar lotes iniciais a mercados prioritários como Coreia do Sul e Estados Unidos.
🏆 Comparação e Posicionamento
A Samsung enfrenta dilema duplo:
1. Produzir um Snapdragon customizado internamente ou comprar o chip premium da TSMC.
2. Inserir ainda o Exynos 2600 em certas regiões (Europa e Índia são candidatas frequentes).
Caso opte por três plataformas — Snapdragon TSMC, Snapdragon Samsung e Exynos —, a empresa corre o risco de repetir a fragmentação de desempenho vista nos Galaxy S22, fato criticado por consumidores europeus. Entretanto, diversificar fornecedores reduz dependência de TSMC, favorece negociação de preços e fortalece a Samsung Foundry como player competitivo no mercado de contratos.
🔮 Conclusões Técnicas
A possibilidade de um Snapdragon 8 Elite Gen 2 fabricado pela própria Samsung sintetiza as tensões atuais do setor de semicondutores: custo versus eficiência. A economia potencial nas linhas de 4 nm pode levar a smartphones premium com valores menos inflacionados, especialmente importante num mercado que já vê flagships acima dos R$ 8 000 no Brasil. Por outro lado, o histórico de dissipação térmica e consumo ainda incomoda parte da comunidade entusiasta, que associa “chip Samsung” a throttling e autonomia aquém do ideal.
Se a Samsung Foundry demonstrar avanços reais — possivelmente adotando gate-all-around no nó 3 nm —, o SM8850s pode finalmente igualar a TSMC em performance por watt, viabilizando a adoção em massa sem comprometer a experiência do usuário. Até lá, a companhia deve equilibrar o discurso de inovação com transparência total sobre as diferenças entre as versões, evitando a divulgação fragmentada que prejudicou a série S22.
No fim, o consumidor é o principal beneficiado: mais competição entre foundries gera preços menores e incentiva avanços de processo. Para a Qualcomm, diversificar a produção diminui riscos geopolíticos; para a Samsung, ter um Snapdragon “made in Korea” dentro do próximo Galaxy cria narrativa de integração vertical — desde o wafer até o produto final. Os próximos meses dirão se o projeto SM8850s sobrevive aos rigorosos testes de eficiência que definirão o coração do Galaxy S26.