Criador do “Escobar Fold” admite fraude multimilionária e pode pegar décadas de prisão

TÍTULO: Criador do “Escobar Fold” admite fraude multimilionária e pode pegar décadas de prisão
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📱 Lead Tecnológico Técnico
Olof K. Gustafsson, CEO sueco da Escobar Inc. e rosto por trás dos chamativos “Escobar Fold 1” e “Fold 2”, declarou-se culpado perante a Justiça norte-americana por seis acusações de fraude e lavagem de dinheiro, pondo fim a um dos episódios mais polêmicos do mercado de eletrônicos de consumo recente. Entre 2019 e 2020, a empresa anunciava smartphones dobráveis, iPhones banhados a ouro e até lança-chamas a preços tentadores, mas entregava apenas certificados ou brindes de baixo valor, dificultando reembolsos por meio de PayPal, Klarna e outras processadoras de pagamento. A sentença está marcada para 5 de dezembro e pode chegar a 20 anos de prisão por cada crime de fraude, além de até 10 anos por lavagem, somando potencialmente várias décadas atrás das grades.

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⚙️ Especificações Técnicas Principais
A Escobar Inc. nunca chegou a fabricar um dispositivo próprio — o “Escobar Fold 1” era, na prática, um Royole FlexPai renomeado, enquanto o “Escobar Fold 2” tratava-se de um Samsung Galaxy Fold recoberto por adesivos dourados:

• Royole FlexPai (Escobar Fold 1)
– Tela AMOLED flexível de 7,8 pol. (1.920 × 1.440 px) com possibilidade de uso em formato tablet ou smartphone “duplo”
– Processador Snapdragon 855 (7 nm), 6 GB ou 8 GB de RAM e até 256 GB de armazenamento UFS 2.1
– Câmeras principais de 16 MP (wide) + 20 MP (tele) compartilhadas para selfies devido ao formato dobrável
– Bateria de 3.800 mAh com carregamento rápido Quick Charge 4+

• Samsung Galaxy Fold (Escobar Fold 2)
– Display interno Dynamic AMOLED de 7,3 pol. (1.536 × 2.152 px, HDR10+) + tela externa Super AMOLED de 4,6 pol. (720 × 1.680 px)
– SoC Snapdragon 855, 12 GB de RAM LPDDR4X e 512 GB de armazenamento UFS 3.0
– Conjunto fotográfico triplo na traseira (12 MP wide Dual Aperture + 12 MP telefoto OIS + 16 MP ultrawide) e câmeras de 10 MP + sensor de profundidade para selfies
– Bateria de 4.380 mAh (versão LTE) ou 4.235 mAh (5G) com carregamento rápido 15 W, carregamento sem fio 15 W e PowerShare reverso 9 W

Baseando-se nas informações técnicas disponíveis e conhecimento especializado da categoria, esses hardwares justificavam preços de lançamento acima de US$ 1.000 em 2019. A Escobar Inc., no entanto, anunciava o Fold 1 a US$ 349 e o Fold 2 a US$ 399, valores inferiores até mesmo ao custo de reposição das peças, o que já levantava suspeitas de golpe de antecipação de receita (pre-order scam).

🚀 Performance e Benchmarks
Nenhum laboratório independente conseguiu testar oficialmente os modelos “Escobar”, pois a grande maioria dos compradores jamais recebeu unidades funcionais. Mesmo assim, é possível contextualizar o desempenho dos aparelhos originais: o Galaxy Fold, equipado com Snapdragon 855 e 12 GB de RAM, registra cerca de 720 mil pontos no AnTuTu v9 e 700/2.800 pontos no Geekbench 5 (single/multi-core), valores sólidos para a geração 2019. O Royole FlexPai ficava um degrau abaixo, com 570 mil no AnTuTu e aproximadamente 680/2.600 no Geekbench 5. Nenhuma dessas métricas, entretanto, se refletia em benefício real para os consumidores lesados, pois praticamente não houve entrega de produto.

🎨 Design e Build Quality
O marketing da Escobar Inc. apostava em estética extravagante: adesivos dourados cobrindo o chassi, logotipos “Escobar Inc.” estampados e vídeos promocionais em que o aparelho era manuseado ao lado de barras de ouro e notas em chamas. Do ponto de vista de engenharia, os modelos originais — Galaxy Fold e FlexPai — usam dobradiças complexas de múltiplos eixos e painéis OLED de polímero que suportam milhares de ciclos de abertura. Nada disso foi desenvolvido pela Escobar Inc.; tratava-se apenas de rebranding superficial. Amostras “demonstrativas” enviadas a influenciadores (incluindo o canal MKBHD) eram unidades genuínas da Samsung com película dourada mal aplicada, o que reforçou a narrativa enganosa de que se tratava de um produto próprio.

💻 Software e Interface
O Galaxy Fold saiu de fábrica com Android 9 Pie e One UI 1.5, posteriormente atualizado até o Android 12 L; já o FlexPai rodava Water OS baseado em Android 9, interface customizada pela Royole para aproveitar o display flexível. A Escobar Inc. não disponibilizou ROMs, atualizações de segurança nem roadmap de suporte — outra pista de que não existia um ecossistema de software legítimo.

📷 Câmeras e Multimedia
Tanto o FlexPai quanto o Galaxy Fold priorizavam a versatilidade fotográfica: sensores múltiplos, gravação 4K e modos de IA para cena. No material publicitário da Escobar Inc., as fotos eram meramente ilustrativas; não há registros de comparativos de imagem, amostras de câmera ou reviews completos. Esse vácuo de provas reforçou a tese de fraude: uma empresa disposta a competir no segmento premium normalmente empresta unidades a veículos especializados para avaliação de câmera, tela, áudio e autonomia.

🔋 Bateria e Carregamento
Em teoria, os 4.380 mAh do Galaxy Fold conferem cerca de 6 h de tela sob uso misto LTE/5G, enquanto o FlexPai, com 3.800 mAh, alcança 4–5 h. O suporte a carregamento rápido 15 W e, no caso da Samsung, carregamento sem fio, já era requisito mínimo para o formato dobrável, cuja tela interna consome mais energia. Contudo, como a grande maioria das unidades nunca chegou aos clientes, a discussão prática sobre autonomia tornou-se irrelevante.

💰 Preços e Disponibilidade
• Escobar Fold 1: anunciado a US$ 349 em dezembro de 2019, promessa de envio em “duas semanas”.
• Escobar Fold 2: anunciado a US$ 399 em fevereiro de 2020, com mesma promessa de prazo.
• Flamethrower Escobar: US$ 249, clara inspiração no “Not-a-Flamethrower” da The Boring Company.
• iPhone 11 Pro dourado: US$ 499, alegadamente com 24 K de ouro.

Pagamentos eram processados via PayPal, Klarna ou cartão de crédito. Após a confirmação da compra, o cliente recebia apenas um código de rastreio referente a um envelope contendo certificado de “propriedade” ou merchandising. Como tecnicamente havia “algo” entregue, as disputas de chargeback tornaram-se muito mais difíceis, mecanismo que permaneceu ativo até a prisão de Gustafsson na Espanha em 2022.

🏆 Comparação e Posicionamento
A Escobar Inc. se colocava como “matadora” de Apple e Samsung, alegando oferecer o mesmo hardware por 80 % menos. Na prática, tratava-se de dumping fictício: nenhum player do mercado consegue vender um Galaxy Fold a US$ 399 sem prejuízo bilionário ou subsídio cruzado. A discrepância de preço, ausência de canais de pós-venda, inexistência de certificações (Anatel, CE, FCC) e falta de cobertura de garantia reforçavam o cenário de golpe. Marcas legítimas de importação paralela, como revendas chinesas, ainda assim trabalham com margens menores, mas não inexistentes.

🔮 Conclusões Técnicas
O caso Escobar Fold ilustra como conhecimento técnico básico pode ajudar consumidores a detectar fraudes no setor de eletrônicos: preços muito abaixo do custo de hardware, falta de documentação de certificação, inexistência de roadmap de software e ausência de unidades de teste independentes são sinais de alerta. A admissão de culpa de Olof Gustafsson e o acordo de restituição de até US$ 1,3 milhão oferecem alguma esperança de reembolso às centenas de vítimas, mas não apagam o dano reputacional sofrido por plataformas de pagamento, influenciadores e até fabricantes cujos produtos foram usados como isca. Para o mercado, fica a lição de que transparência de especificações, disponibilidade real de unidades para imprensa especializada e política clara de garantia permanecem pilares inegociáveis de credibilidade — e a ausência deles, como visto, pode custar décadas de prisão a quem tenta burlar essas regras.

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